Olá, colega, vou abordar um tema que necessita de ampla analise e de real busca de mudanças através da ajuda e sugestões de todos os interessados.
Os doutrinadores de direito são assim: ou odiamos ou amamos de paixão. Em introdução do direito, li alguns livros interessantes, são muitos os nomes de autores que falam do direito de uma maneira introdutória simples ao entendimento do "calouro jurídico", mas outros, é melhor nem citar.
Porém, há algum tempo li o livro de Rizzato Nunes, Introdução ao Estudo do Direto, publicação Saraiva e me relacionei bem com ele; o Dr. Rizzato, é desembargador e professor em São Paulo, as suas explanações sobre a didática nas faculdades de direito, me fizeram parar e pensar como foi meu primeiro contato com o direito, infelizmente para mim e para muitos como eu, o autor tem razão ao expôr suas críticas aos professores de direito em seu livro.
Quando começamos a ver detalhes do direito lá nos primeiros semestres da faculdade, estamos tão entusiasmados com o todo, que não nos damos conta de que a didática de ensino pode nos frustrar como profissionais no futuro.
Vamos sedentos para a faculdade, em busca do lindo direito que sonhamos e que já temos internamente guardado em nossos corações, porém ao chegar lá, somos bombardeados pela "sabedoria" dos professores, que despejam no quadro os "pacotes de saber" pré-estabelecidos, que temos que transcrever em nossos cadernos (a minha faculdade faz muito isto, se a sua não, parabéns, não vou generalizar na crítica, tá) e isto obriga o aluno a pensar exatamente como está disposto ali, sem faze-lo raciocinar sobre a necessidade de se INTERNALIZAR O DIREITO desta ou daquela forma .
Na verdade, o doutor Rizzato afirma em suas críticas, que falta uma maior encorporação do aluno ao sistema didático. Os professores, talvez, não por culpa deles, mas da dinâmica estrutural da grade curricular da faculdade, não nos permitem criar analises críticas sobre os assuntos em pauta, não nos permite discutir e demonstrar nossos pontos de vista, através de um livre pensamento e não nos incentiva a pesquisar, a perguntar, a soltar o cientista jurídico, que está louco para fluir, de dentro de nós, alunos.
O direito positivo (leis escritas e não-escritas) não são o Direito. O autor diz: " nas faculdades estudam-se as leis como se fossem direito, Direito Civil = Código civil, Direito Penal = Código Penal...se isto fosse verdade, com a entrada do novo código civil em 2002, todos os operadores vivos do país deveriam voltar à escola, pois nenhum deles estudou aquele texto."
Uauu, concordo plenamente, professor! Para mim, direito é aquilo que mais se aproximar da justiça exata para o caso em concreto, as regras devem ser buscadas para atingir esta justiça.
Depois de certo
tempo convivendo com o direito empacotado, nós, alunos, passamos a
considerar que é aquilo o jeito certo de ver o direito ou nos
prostramos diante de uma realidade imutável, por conta disto,
muitos desistem ou se tornam alunos-ouvintes ou descambam à ser
um aluno
semi-presente ( como o próprio Rizzato diz, muitas
vezes o aluno preferiria ter
ficado em casa, lendo um
bom livro sobre aquele tema, ao invés de ficar ali em posição de
sentido, olhando para o cima...eu
acrescentaria: com dor na bunda, com formigamento
nos pés, se questionando porque as horas não passam ou porque
não aparece uma loira de míni saia, para ocorrer um
ridículo protesto geral, que, fatalmente, nos tirará de
sala de aula imediatamente; mesmo sabendo no intimo do direito, que
isto é errado? Mas se ninguém nos permite expor este intimo do
direito, deixá-lo assim é mais seguro, não é?).
O professor
Rizzato falou da Phdite ou doutorite irmãs da juizite ou
promotorite,
eu ri sozinha lendo isto, foi demais, todo aluno
do mundo já esteve de frente com um professor com pelo menos uma destas ites aí, eles, é claro com
muito valor, conquistaram um patamar "superior" no mundo do
direito e é exatamente assim que eles se portam em sala de aula,
com ar de "superiores", como se não fossem seres humanos
igualzinhos a nós pobres mostais. Geralmente, a sala toda fica em
profundo silêncio quando "ELE" chega, hehehe, todos
preocupados em não desagradá-lo ou coisa do tipo.
O Dr. Willian Douglas diria que um verdadeiro operador do direito deve ter raciocínio jurídico; oras, o raciocínio jurídico é pensar o direito, avaliando os fatos concretos apresentados, julgando na forma defensiva e ofensiva, relacionando-os com as regras que o direito dispõe e sempre buscando os princípios como orientadores básicos para a solução dos conflitos apresentados, é este raciocínio jurídico que deveria ser incentivado pelos professores.
Comente este texto, diga como funciona a didatica da sua faculdade, analise e dê uma possível solução para tudo que este texto fala, como você SE COMPORTARIA se fosse professor de direito, eu postarei aqui todas as opiniões enviadas, ok?
TEXTO: SILENE SOARES











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